29 agosto, 2015

LXXVII - B-Day - As Histórias de Minha Vida

"Um dia a mais é um dia a menos."

Então venha Morte, faça tuas contas e me some de novo por aí.

Por aqui eu me subtraio com honra e dignidade, com responsabilidade e glamour a vida que me fora dada. Celebro este negativo, assim como todos os outros já negativados.

Venha morte ao meu encontro, sei de tua ansiedade para esse dia. Imagino o quão parco deve ser tua experiência desse teu lado. Tão parco que és obrigada a ouvir que "a Morte vive da vida dos outros".

Não sei se isto se torna enfadonho aos teus olhos, mas por agora não é digna essa resposta para o meu saber. Por enquanto, venha, não desanime, faça tuas contas. Minha hora vai chegar e com prazer, ei de encontrar-lhe feliz. Contar-te tantos anos subtraídos aqui, me faz querer viver ainda mais. 

"Carpe Diem" é o que dizem por aí. Clichê ou elementar, é assim que vou me subtraindo. E a cada dia que subtraio, me faz ainda mais feliz saber que, feliz lhe farei ao justificar tua espera por mim. 

Imagino em teu semblante um sorriso largo ao ouvir os contos dos meus dias vividos. No chá da tarde, no almoço ou na janta, companheira que será, contar-lhe-ei todas as desventuras e aventuras da vida que me fora dada.

Não sei o motivo dos que a temem. Ver-te sentada em uma cadeira de balanço, com vossa foice acomodada em uma parede qualquer, ao som das músicas que aprendi a ouvir me parece agradável e gratificante. Mais uma vez, o sorriso largo em teu semblante paira em minha mente.

Mas não sofra de ansiedade, tudo tem seu tempo. Mantenha-te calma e conte. Minha hora há de chegar e quando chegar, não hesitarei em seguir-lhe até teus aposentos, acomodar-me, assim como tu e começar a narrar-lhe as histórias de minha vida.
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