21 agosto, 2007

XXXIV - Amor, Doce e Querido Amor...

Amor, doce e querido amor...
Escolher alguém pra dividir o mundo;
Conhecer e nele se reconhecer;
Ser ele e às vezes se confundir com quem é quem;
Não viver sem!
Beijar, abraçar e sentir.
Ouvir o que ele diz e até ler seus pensamentos;
(Risos) Como pode?!
Rir dele, com ele e pra ele
Dormir, sonhar e atuar com ele;
Ser ele e o ter;
Mudar, crescer, aprender e brigar com ele;
E a amizade que sinto por você?
Deixou de existir a muito tempo...
Hoje é grande e açucarada como o amor!

por Carla Marco de Carvalho

09 julho, 2007

XXXIII - O Sentimento

Basta uma pequena frase:

"Eu disse como todos dizem, mas ninguém é capaz de sentir como eu
sinto."


Outro:

"Sempre que estou com alguém ou com alguns descubro como a vida seria mórbida, por mais divertida que seja, com outros."

A declaração pode soar ridícula para aqueles que não tiveram um amor; ou para aqueles que já tiveram um "amor" "frustrado". (Sim, cada par aspas na sua interpretação. Cada par de aspas no seu sentido. Cada par de aspas no seu lugar.)
"Neste momento é o que sinto que há de haver conosco."
Leia e Releia Ouvindo:

27 maio, 2007

XXXII - Brincadeira

E o que é que faz ser tão especial?
Nem o momento, nem o amor. O sabor do beijo é ainda melhor quando bem temperado. E de onde vem esse tempero? Ah! Esse tempero é fruto de algo que pouco se dá importância e começa das mãos. É das mãos que nasce o abraço, aquele que nos mantém bem próximos como que se uma corrente nos envolvesse, mas sem sufocar. É ela que é capaz de soltar a corrente sem nos deixar distante e nos envolve em outra dimensão com as brincadeiras: um carinho, um aperto sem maldade, um afago, um tapa sem dor. E nessa hora a brincadeira das mãos chama outros elementos, os lábios, que com um beijo de desculpa esfarrapada vem só pra chamar o belisco, o nariz, pra sentir seu perfume e novamente da boca, vem aquela ofensa sem nexo ainda mais quando os dois sabem que nossos perfumes juntos são os melhores de todo o universo. E o ouvido, sempre receptivo, leva as notícias e as palavras de forma descontraída e geram mais diversões para as mãos, as bocas e os narizes. E nem um nem o outro são heróis sozinhos, todos juntos acumulam pontos e vão se somando e de forma gritante, fazendo com que aquele beijo se torne tão esperado como se fosse o primeiro, ou o último e ainda deixa ao gostinho de "volto logo" e assim, coloca esses protagonistas para brincarem mais e mais. E brincam sem parar, brincam sem parar, sem parar, parar.