E ela decidiu não mais chorar. Depois de tantos prantos inacabáveis por atitudes alheias que a magoaram, ela decidiu eliminar de sua anatomia as glândulas lacrimais.
Mais uma vez magoada e desta vez sem prantos; fria e com olhos de vidro, via-se que tua face agora exibia cicatrizes debaixo dos olhos. As mágoas deixaram de se transformar em lágrimas e agora se tornara vinganças.
Todos aqueles que então a magoavam choravam em seu lugar. A maldição estava declarada, e nem fora ela quem quis assim. Não a magoem mais, será em vão.
Das idéias vem as realizações, das grandes realizações as imagens marcantes e, de todas as grandes marcas, um rabisco, um esboço, um rascunho.
22 novembro, 2006
11 novembro, 2006
XXV - Solidão
Solidão maltrata,
Machuca um coração cheio de vida...
Solidão traz a tristeza,
A dor, o desespero...
Solidão acaba com qualquer vestígio de alegria e esperança que possa existir na mente de alguém que sofre.
A dor é tão insuportável que chaga a fechar tua garganta
Formando um nó que só uma boa gargalhada pode desmanchar.
É triste se ver neste estado...
Na maior e mais insistente solidão...
Tão deprimente...
Tão esquisito...
Tão frio...
Tão doloroso...
Tão desesperador...
Tão...
Só.
por Carla Marco de Carvalho
Machuca um coração cheio de vida...
Solidão traz a tristeza,
A dor, o desespero...
Solidão acaba com qualquer vestígio de alegria e esperança que possa existir na mente de alguém que sofre.
A dor é tão insuportável que chaga a fechar tua garganta
Formando um nó que só uma boa gargalhada pode desmanchar.
É triste se ver neste estado...
Na maior e mais insistente solidão...
Tão deprimente...
Tão esquisito...
Tão frio...
Tão doloroso...
Tão desesperador...
Tão...
Só.
por Carla Marco de Carvalho
29 outubro, 2006
XXIV - Crime
Num quarto escuro.
Pálpebras pesadas,
Garganta calada,
Boca colada,
Sono.
Frio.
Na rua uma mulher só, em meio à névoa fina.
A tristeza amarga por dentro...
A mulher.
Derrepente um homem também.
Um soco.
Um choro.
Desespero.
Gritos.
Um gozo.
Na rua uma mulher só, em meio à névoa fina.
Suas lágrimas salgadas e o sangue por entre as pernas.
Vítima.
Um choro desesperado de agonia e nojo.
Num quarto escuro, pálpebras sonolentas, acordadas.
Pela janela uma mulher em meio ao sangue e a chuva.
Socorro.
Tristeza.
Compaixão.
Ajuda.
Calma.
Um agradecimento.
Num quarto escuro.
Sono.por Carla Marco de Carvalho.
OBS.: Não há verbos na obra.
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